Na velha política, as práticas nunca se atualizam

E quando isso vai mudar?

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A política continua com as velhas e tradicionais práticas. Conchavos e intimidação são alguns dos ingredientes desse cardápio amargo servido a cada quatro anos aos cidadãos com a única e obsessiva praxe de ganhar a eleição para manutenção dos empregos, benesses e o dinheiro que o acesso aos cargos majoritários e proporcionais representam para si, familiares e correligionários.

Vivemos numa democracia representativa. Nesse sistema o eleitor vota em um candidato que será seu representante junto ao executivo ou legislativo. Presume-se, que esse eleitor votará em alguém que acredite e queira a maior parte daquilo em que ele acredita para si, sua família e sua cidade.

Isso é o mundo ideal e, como sabemos, o mundo ideal só existe na cabeça refrigerada de iluminados.

No mundo real o que acontece é o medo de expressar sua preferência eleitoral, “perder” o voto, não deixar passar a promessa de receber uma “portaria”. Se votar em um candidato e o adversário ganhar, ficará à míngua durante quatro anos. O medo faz do voto útil um último refúgio dos espertalhões. Para a maioria menos esclarecida, sobrará desemprego, insegurança, represálias e a negação de direitos garantidos em lei como acesso a remédios, cirurgias e educação especial.

Quando isso vai mudar? Com a palavra os senhores candidatos. A estes que durante a eleição se enfeitam de benfeitores e, nos anos seguintes, entre uma eleição e outra, fazem questão de ficar distantes, optando em muitos casos, mesmo tendo sido eleito para um cargo executivo, morar fora da cidade que o elegeu.

Quando isso vai mudar? Com a palavra os senhores eleitores. Esses ainda estão aferrados a costumes que lhe trazem prejuízos ano a ano e não mudam. Votam por migalhas ou vendem sua consciência, querendo ser esperto em cima do candidato desonesto, agindo da mesma forma. Quem vende voto e consciência, não tem moral para cobrar compromisso depois. Quem compra votos e consciência não tem satisfação a dar a ninguém.

Uma coisa é certa: Enquanto os dois grupos de interesses perpetuarem essas velhas práticas nada mudará. Daqui a dois ou quatro anos, tudo se repetirá com a graça e compreensão de todos. Povo marcado, povo feliz!